quarta-feira, 16 de outubro de 2013

FILMES


O QUE É O BICHO VAI PEGAR 2

O BICHO PEGOU GERAL!-´´O BICHO VAI PEGAR 2´´

O bicho vai pegar 2
(Open Season 2)
Animação
76 minutos
Direção: Matthew O''Callaghan
Roteiro: David I. Stern
Elenco: Joel McHale (Elliot), Mike Epps (Boog), Jane Krakowski (Giselle), Crispin Glover (Fifi), Cody Cameron (Mr. Weenie), Olivia Hack (Charlene)


Uma animação para ser bem sucedida ela tem que atender a algumas expectativas:
- a animação em si tem que ser cheia de cores, visualmente muito atraente
- tem que ter caracteres com que as crianças simpatizem ou se identifiquem
- a história tem que trazer ingredientes que atraiam os adultos
- o ritmo da ação tem que ser rápido para que a platéia não se canse em ficar olhando para desenhos.

Todos esses quesitos estão presentes na continuação do sucesso de 2006, "O bicho vai pegar", que contava com as vozes de Martin Lawrence e Ashton Hutcher, que não voltaram para a sequencia. Mas aviso não se perdeu nada.

Esse segundo filme coloca o personagem Elliot no altar pronto para dizer o "sim" para sua noiva Charlene. O caso é que nesse exato momento, o ex-cãozinho de estimação,Mr. Weenie, que havia trocado a vida de "pet" para se tornar um "animal selvagem" é raptado por sua antiga dona.

Essa é apenas a desculpa para Elliot fugir de seu casamento e iniciar, ao lado de sua trupe, uma missão de resgate de Mr. Weenie através da floresta até chegar ao camping em que ele está sendo mantido como "prisioneiro".

O filme é diversão só, tanto pelo lado das confusões dos personagens novos e já conhecidos, como da discussão interessante para as crianças sobre criar ou não animais em cativeiro e como os animaizinhos se sentem vivendo longe da convivência de outros animais.

Tema esse levemente desenvolvido em outras animações como "Selvagem" e "Madagascar".

Vale a pena. Vá assistir sem medo.
Alexsandro Rebello Bonatto
Enviado por Alexsandro Rebello Bonatto em 24/03/2009
Código do texto: T1503140


O QUE É IRMÃO URSO 2

Padrão Disney de qualidade. Estas quatro palavras definem perfeitamente o que se pode esperar de Irmão Urso. Para alguns (como eu), isso significa um desenho caprichado, bem animado, com um roteiro que privilegia valores de família, amizade e paz. Para outros (acredite, eles existem), isso reflete uma película brega, sentimentalóide e ultrapassada.
Todos estes elementos, para o bem ou para o mal, estão presentes em Irmão Urso, a penúltima tentativa da Disney no terreno da animação tradicional.
A trama é a seguinte: Kenai é um jovem brincalhão e irresponsável que teve o irmão mais velho morto em um combate com um urso. Com raiva, ele decide sair em uma cruzada de vingança contra o urso responsável. Para ensinar uma lição ao rapaz vingativo, os grandes espíritos o transformam em um urso. Pronto, a confusão está armada. E agora, o único jeito de Kenai recuperar a forma humana é encontrar e escalar a montanha mais alta, em busca dos espíritos que o amaldiçoaram na esperança de que eles concedam seu desejo.
Essa é basicamente toda a estória. A partir daí são utilizados todos os clichês que a Disney não se cansa de usar (nem o público de assistir). No caminho, Kenai encontra o ursinho Koda – o típico personagem que não pára de falar - que foi separado de sua mãe e a tradicional dupla cômica, aqui representada por dois alces bem atrapalhados. Apesar da presença dos alces, a cena mais engraçada do filme é protagonizada por uma dupla de bodes cuja participação fica, infelizmente, limitada apenas a essa seqüência e a uma tiradinha previsível, mas engraçada, durante os créditos.
Tudo isso é permeado pela sempre presente “lição de moral Disney”, pela animação cuidadosa e extremamente colorida – a cena da transformação de Kenai é lindíssima – e pelos personagens bem desenhados, com um estilo similar a Lilo & Stitch. Para completar, a odisséia de Kenai é embalada por uma bela trilha sonora, de autoria de Phil Collins que, ao contrário de filmes como O Rei Leão, não é cantada pelos personagens, está presente apenas para envolver a ação.
Outro ponto positivo para Irmão Urso vai para a dublagem. Ao contrário de outras produções que contam com nomes famosos - Marco Nanini e Luís Fernando Guimarães fazem os alces e Selton Mello faz Kenai – a dublagem de Irmão Urso é caprichada e não faz o espectador ficar pensando “Como eu queria que tivesse uma versão legendada nos cinemas” o tempo todo.
Enfim, Irmão Urso é um típico desenho da Disney. Se você não gosta, passe longe. Se gosta, pode assistir sem medo. Afinal, é da Disney.


O QUE É O GRANDE URSO

"Que venha o Grande Urso"

da Reportagem Local 

O "Ursinho da Paz", embora tenha pretensões ecumênicas, já divide as lideranças cristãs. Católicos o aprovam; evangélicos, não.
"As ações sociais da igreja brasileira sempre dependeram da solidariedade internacional", diz o padre Fernando Altemeyer Jr., vigário de comunicação da Arquidiocese de São Paulo. "Com a queda do Muro de Berlim, porém, os recursos de fora diminuíram, porque as fontes financeiras passaram a priorizar o leste europeu e a África. Do governo de FHC, sabemos que só sai dinheiro para os banqueiros. Resumindo: se o Grande Irmão estrangeiro nos virou as costas e se o irmãozinho de Brasília também não ajuda, que venha, então, o Grande Urso."
Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo de Jales (SP), segue o mesmo raciocínio: "Convém lançar mão de tudo para reduzir as gritantes desigualdades do Brasil -sem, claro, desrespeitar certos padrões éticos".
Responsável pela Pastoral Social da CNBB até maio deste ano, dom Valentini não acredita que o ursinho irá estimular o consumismo tão criticado por setores progressistas da igreja.
"Brinquedos fazem parte do universo infantil, e as crianças não deixarão de desejá-los", argumenta. "Resta-nos, portanto, direcionar o mercado para a transmissão de mensagens construtivas e duradouras. Óbvio que combatemos o consumismo, mas isso não significa que precisamos suprimir o consumo."
O teólogo e pastor luterano Gottfried Brakemeier condena justamente o caráter mercadológico da iniciativa católica. "Sou contra a comercialização de um brinquedo que banaliza o pai-nosso, oração de profundo significado para a cristandade. Não recomendo que fiéis o comprem. Na Bíblia, Jesus alerta: oração não é ladainha, que se diz mecanicamente, sem pensar. Só se deve orar de maneira consciente, quando de fato há necessidade."
O bispo-cantor Marcelo Crivella, astro pop da Igreja Universal do Reino de Deus, também discorda do uso que a Pastoral da Criança faz do pai-nosso. "Os cristãos não precisam de imagens, de bonecos que orem por eles. Sobretudo em se tratando de um urso, animal reconhecidamente traiçoeiro: tem cara de bonzinho, mas é uma fera."
Apesar da opinião de Crivella, a Rede Record -emissora da Universal- aceitou divulgar o produto gratuitamente no programa de Eliana. (AA)




O QUE É O REINO GELADO

Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobriu o planeta com gelo e ordenou a destruição de todas as artes. De acordo com as previsões de um espelhomágico, a última ameaça aos seus planos estaria no mestre-vidreiro Vegard, cujos espelhos refletem não apenas a aparência, mas também as almas das pessoas. Então, o vento polar sequestra Vegard e sua esposa Una, deixando seus filhos Kai e Gerda para trás. O tempo passa e os servos da Rainha acabam capturando também Kai, acreditando que o garoto é o sucessor de seu pai. Mas sua irmã Gerda, agora uma garota muito corajosa, não vai deixar isso barato. Embarcando em uma jornada pelo reino, ela vai encarar todos os obstáculos ao lado de seus novos amigos para salvar o irmão e voltar a aquecer os corações das pessoas.
Essa é a sinopse da animação e fantasia O Reino Gelado, Snezhnaya Koroleva ou The Snow Queen, que chega aos cinemas brasileiros no dia 22 de fevereiro. Produção russa, que tem entre seus produtores o renomado cineasta Timur Bekmambetov (O Procurado), o filme é inspirado no conto “A Rainha da Neve”, do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. O fime tem a direção e roteiro deMaksim Sveshnikov e Vlad Barbe.
“Queríamos um filme com personagens fortes e uma história intrigante, que despertasse as mais diversas emoções no nosso público”, conta Yuri Moskvin, também produtor. “Adaptamos a história de Andersen com algumas modificações para atingir em cheio os gostos do espectador dos dias de hoje: uma nova trama adicional, novos personagens e um estilo diferente”, completa.
“Quando eu comecei a escrever o roteiro de O Reino Gelado, eu não podia nem imaginar que seria o diretor”, afirma Maxim Sveshnikov a respeito da animação 3D“Inicialmente, eu entrei no projeto como roteirista. A cada dia em que eu mergulhava no texto e ia digitando ferozmente no teclado, mais detalhes e elementos inspiradores tomavam conta da minha cabeça. Personagens ganharam vida e foram pintados com novas cores, enquanto detalhes da história e diálogos divertidos emergiram. A atmosfera deste universo fantástico, com sua magia e seus segredos, me cativou. E, quando trabalhamos no primeiro conceito deste mundo congelado, mantido aprisionado pela terrível Rainha da Neve, literalmente, eu imaginei Gerda no meio destes campos cobertos de neve. E foi aí que entendi que esta seria uma história que eu mesmo poderia tornar real. Queria tanto compartilhar esta jornada tocante na tela com o maior número possível de espectadores, que acabei convencendo os produtores a me aceitarem como diretor”, revela ele, complementando em seguida: “Quanto mais difícil é o projeto no começo, mais interessante vai ficar a história que você pode criar no fim”.
Nascido em uma família muito pobre, filho de um sapateiro, Hans Christian Andersen ficou órfão logo cedo e acabou obrigado a se sustentar. De aprendiz de tecelão e alfaiate, passou a procurar emprego em Copenhague como ator. Aceito no Teatro Real da Dinamarca, começou a se interessar por literatura. Embora tenha escrito diversos romances adultos, incluindo livros de poesia, acabou se tornando renomado pelos contos de fadas que criou, em especial numa época em que esse tipo de material era muito raro. Entre seus trabalhos para o público infantil, destacam-se títulos como “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”, “A Nova Roupa do Imperador”, “A Pequena Vendedora de Fósforos”, “A Polegarzinha” e, é claro, “A Rainha da Neve”, dentre outros. Uma das mais longas narrativas de Andersen, “A Rainha da Neve” foi publicada pela primeira vez em 1845 e, além de ter sido adaptada diversas vezes para a TV e para o cinema, em filmes live-action e animações, também influenciou diretamente obras como A Bússola de Ouro (de Phillip Pullman) e As Crônicas de Nárnia (há indícios de que C.S.Lewis teria se inspirado na Rainha da Neve para criar a Feiticeira Branca).
Por fim,  o filme “O Reino Gelado”‘ é uma animação de aventura e fantasia de muito boa qualidade e, por isso, deve ser recomendado ao leitor da Sci-Fi News.